Saiba a origem do produto pelo código de barras


O código de barras é uma sequencia numérica que já faz parte da vida de qualquer pessoa, basta ir em qualquer lojinha ou mercado para dar de cara com o código de barras sendo usado.

ean13

O que muita gente não sabe é que este código permite a identificação da origem do produto, entre outras coisas. A sequência inicial de caracteres identifica o país onde aquele produto foi industrializado, sabendo disso é possível determinar a origem de um produto e fugir dos “made in china” (quando isso é possível, claro).

É bom lembrar que nem tudo que é fabricado na China é falsificado, muitas empresas grandes tem suas fábricas por lá, por questões de economia na mão de obra. Isso acontece muito na área de eletrônicos e informática.

Os dígitos iniciais 789 indicam que o produto foi feito no Brasil, já os números 690, 691 e 692 indicam que o produto é chinês.

Existe uma tabela internacional de códigos que lista os dígitos que identificam os principais países. Os códigos marcados como 690-692 indicam que aquele país é o responsável pela sequencia 690, 691 e 692.

Como funciona o código de barras?

O código de barras nada mais é do que a representação gráfica da seqüência de algarismos que vem impressa logo abaixo dele. A vantagem das barras é que elas podem ser identificadas rapidamente, e sem risco de erros, por aparelhos portáteis de leitura óptica, como os usados pelos caixas de supermercado. Mas o que realmente importa para identificar o produto é sua seqüência numérica, que também pode ser digitada manualmente pelos caixas. Esse número funciona como uma espécie de RG do produto, ou seja, não existem dois produtos diferentes com o mesmo número, diz a desenhista industrial Cláudia Ferreira, consultora da EAN, organização internacional que gerencia a distribuição dos códigos no mundo e tem uma representação no Brasil. O sistema de barras foi criado nos Estados Unidos em 1973 e acabou sendo adotado na Europa três anos depois. Mas, enquanto os americanos usam uma sequencia numérica de 12 dígitos, os europeus optaram por um padrão com 13, que foi adotado no resto do mundo. A partir de 2005, porém, os dois sistemas deverão ser unificados. Mas isso não significa que toda a confusão numérica vai acabar, pois existem ainda outros tipos de códigos especiais, como o formado por 14 dígitos (usado em caixas de papelão para informar a quantidade de produtos guardados) e o de oito dígitos (utilizado quando a embalagem do produto é muito pequena).

Linguagem cifrada
Sistema mais comum, desenvolvido na Europa, usa 13 algarismos para cada produto.

As barras são uma representação gráfica do código binário. Cada traço preto ou branco equivale a um bit (1 ou 0, respectivamente) e cada algarismo é sempre representado por sete bits. Uma barra escura mais grossa que as outras é, na verdade, a somatória de vários traços pretos. O mesmo princípio vale para as barras brancas.

AVISO INICIAL

Essas três primeiras barras mais compridas (uma branca no meio de duas pretas) são uma sinalização, indicando que a seguir vem o código do produto. As barras e seus respectivos algarismos não ficam alinhados – por isso o número 7 vem antes das barras de sinalização.

REGISTRO NACIONAL

Esses três primeiros números (789) indicam que o produto foi cadastrado no Brasil, apesar de não necessariamente ter sido fabricado aqui. Cada país tem uma combinação própria. A da Argentina, por exemplo, é 779.

RG DO FABRICANTE

A segunda sequencia de números, que pode variar de quatro a sete algarismos, é a identificação da empresa fabricante. Esse número é fornecido por uma organização internacional, a EAN, que faz o controle para que não sejam distribuídos números iguais.

RG DO PRODUTO

A terceira sequência identifica o produto em si. A numeração varia conforme o tipo, o tamanho, a quantidade, o peso e a embalagem do produto – uma Coca-Cola em lata, por exemplo, tem uma sequencia diferente de uma em garrafa.

CHECAGEM FINAL

O último número é um dígito verificador. Ao ler todo o código do produto, o computador faz um cálculo complexo, somando, dividindo e multiplicando os dígitos anteriores. Se a leitura estiver correta, o resultado desse cálculo estranho é igual ao do dígito verificador.

Mais detalhes técnicos sobre o padrão EAN-13 usado aqui no Brasil você encontra nesta página.

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