Ilhas de Mangaratiba conectadas via WiMAX e Wi-fi
Ilhas sem telefone ou mesmo luz elétrica, afastadas uns 8 quilômetros do continente. Isoladas? Não! Conectadas via internet banda larga em um projeto com WiMAX e wi-fi que envolve empresas de porte como CSN, Banco do Brasil, Intel e o Proderj (centro de processamento de dados do estado do Rio de Janeiro). Veja mais sobre este projeto de inclusão digital que está funcionando no sul do litoral do estado do Rio de Janeiro.
Há 2 anos a região de Mangaratiba (a 90 Km do Rio de Janeiro) ganhou uma rede WiMax e wi-fi para permitir a conexão com a internet em locais específicos (escolas, postos policiais, hospitais, centro cultural e afins). A rede beneficia 35 mil habitantes que moram em 3 distritos e 54 ilhas. Hoje, Mangaratiba já conta com 4 telecentros e em breve terá mais um. A previsão é de que até o final do ano existam 10 telecentros funcionando e proporcionando acesso a internet para os moradores da região.
A rede também vai conectar todas as 28 escolas da região - já chegou a dez e outras oito estão na agenda para 2007. Da mesma forma, antes de dezembro, os sete postos de saúde serão ligados à secretaria municipal, e a prefeitura vai contratar uma solução de VoIP, em um a expansão orçada em R$ 100 mil. (Paulo Lemelle - Secretário municipal de indústria, comércio e TI - em entrevista para revista “A Rede”)
Ao buscar informações no Proderj o pessoal da prefeitura de Mangaratiba descobriu que a Intel estava interessada em investir em projetos com tecnologias WiMAX e wi-fi no Rio de Janeiro (olha a dica aí para um possível projeto de alguém). Com isso elaboraram uma justificativa detalhada abordando o potencial turístico e apontando a população isolada em ilhas e na serra. Além de mencionar a população urbana contava apenas com internet discada (atualmente eles já possuem Velox).
Atualmente são 4 antenas. A principal fica no centro (no Morro de Santo Antônio) e retransmite com WiMAX para as outras antenas, que redistibuem o sinal usando o wi-fi. Com isso 90% da administração do município foi automatizada, através do uso do portal da prefeitura. Já existem três provedores privados na região, dois usando internet via rádio e um usando ADSL (o Velox da OI/Telemar, que atua no centro).
Os telecentros (pontos de acesso público) utilizam Linux e Open Office (nota: adoro estas iniciativas com software live). E de olho na segunda usina da CSN /CSA, que será construída em conjunto com a Vale do Rio Doce no porto de Sepetiba, a prefeitura firmou um acordo com a empresa BRQ para capacitar 55 alunos em Java.
Todo este projeto foi apoiado por uma união de forças. A Intel financiou a infra-estrutura da rede, a Associação Comercial da região doou os equipamentos e o Banco do Brasil e a CSN entraram com os computadores.
(texto parcialmente extraído da revista A Rede - Tecnologia para inclusão digital / nº 25 - a revista está sobre a licensa Creative Commons, que permite a livre divulgação do seu conteúdo desde que não exista fim comercial e que seja mantida a fonte - www.arede.inf.br)
Na minha opinião projetos como este de Mangaratiba, envolvendo grandes empresas privadas, deveriam ser uma realidade em muitas cidades do nosso país. Informatizar e informar a população significa melhorar a mão de obra e o desenvolvimento comercial de uma região. Educação é a base para um futuro melhor e a inclusão digital ajudará no processo de entrada destas pessoas em um mercado de trabalho cada vez mais exigente.
Eu tenho alguns projetos na área de educação, em parceria com um professor amigo meu. E se tudo der certo, em breve eu estarei fazendo a minha parte neste processo de melhoria do futuro de nosso país…
Tags: projetos de inclusão social, inclusão digital mangaratiba, mangaratiba, wimax, wi-fi, redes wireless, rede sem fio, intel, banco do brasil, revista a rede, a rede




















Este é um bom exemplo para as demais empresas brasileiras seguirem, lembrando sempre daqueles que são excluidos , por falta de infra-estrutura da região.